Existe a ideia difundida
de que o GNU/Linux não
possui capacidades de produção
rentável para trabalho gráfico, com o intuito de
demonstrar que assim não é, e ajudar a dar os
primeiros passos na utilização do software, foi
realizado
este
tutorial utilizando uma das muitas aplicações
livres
existentes para este Sistema Operativo.
Neste caso foi utilizado o software de desenho vectorial

-
Introdução
O XARA é um software que permite produzir de forma
extremamente
rentável todo o trabalho de produção
gráfica que se coloca ao criativo gráfico por
muito
elevado que seja o grau de exigência.
Como está dito na página onde se descreve o
processo de criação de um desenho de uma iguana, a ideia foi
demonstrar a capacidade do GNU/Linux como ambiente de trabalho de
produção gráfica.
Assim a perseguição desse objectivo foram aqui
introduzidos novos desafios, procurando explorar objectos mais
complexos (a pele do sapo) e as transparências e reflexos
próprias dos liquidos.
Tambem aqui o GNU/Linux e o XARA se revelaram ao melhor nivel.
-
Descrição de métodos
No XARA tudo
são objetos, assim cada elemento é sempre um
objeto e, cada objeto, tem características de cor, contorno,
transparência, etc.
O Xara possui um
conjunto de ferramentas muito intuitivo, bastando escolher a ferramenta
no menu disponível do lado esquerdo.

Para a
realização deste desafio começou-se
por definir os contornos base, criando objetos compostos por linhas
fechadas com a forma desejada.
Para esse efeito foram
utilizadas as ferramentas de desenho de traço tendo o
cuidado de desenhar objetos fechados.


Definida a forma base iniciou-se a
adição de detalhes, seguindo a metodologia
aplicada na iguana,
criando objectos por zonas. Os olhos são sempre uma parte
importante do desenho, assim começou-se por criar os olhos
adicionando o detalhe necessário para que este fossem
credíveis.
Em seguida foram criado vários objecto que serviram de
padrão base para a pele do sapo, com cores, formas e
diversos
graus de definição, que permitiram criar a
sensação geral da pele.

Mas, torna-se evidente que a pele do sapo necessita mais detalhes, pois
ainda não se "sentem" visualmente as
características
verrugas dos sapos, por essa razão foi adicionado mais
detalhe
criando pequenos objectos que foram disseminados por toda a zona da
pele de forma mais ou menos aleatória.

Estas manchas de cor beije, adicionaram alguma irregularidade
à
pele, contudo eram demaziado regulares e o seu efeito demasiado irreal.
Para suprimir esse efeito o padrão foi repetido de forma
aleatória utilizando mais duas cores, uma de base vermelha e
outra de base verde.
Com a criação destes novos grupos de manchas a
pele
começou a parecer mais credível, podendo
já
sentir-se algumas irregularidades e inconstância no
padrão
da pele do sapo, como se verifica em algumas espécies na
natureza.
Tendo a forma base criada partiu-se para a
criação do ambiente envolvente.
Para esse efeito começou-se por criar um objecto verde em
degradee que serviu de base para o plano de água,
característicos do ambiente destes animais.
Mas, torna-se evidente que uma base uniforme não transmite a
sensação de ambiente natural, como tal,
à cor
base, foram adicionados objectos cujo grau de
definição e
transparência foi controlado por forma a transmitir alguma
irregularidade ao fundo.

Após isto era
necessário adicionar efeitos de transparência,
volume,
textura para que a imagem seja entendida pelo nosso cérebro
de
forma natural e coerente.
Para obter esse efeito foram criado então diversos objectos
cuja
forma, cor, definição e grau de
transparência foi
ajustado de acordo com o que se entendeu necessário.
Começou-se pela agua adicionando volume à onda
criada
pelo hipotético movimento do sapo o que veio ajudar a criar
dinamismo na imagem.

Com a adição destes detalhes a água
já
começa a parecer ter movimento e alguma
transparência,
não sendo para o caso, necessário adicionar mais
detalhe
dicidiu-se deixar a imagem assim. No entanto, verificou-se que se
poderia fazer mais criando uma representação
tão
realista que seria virtualmente impossível saber se a imagem
era
uma fotografia ou um desenho.
Para terminar, foram apenas adicionados alguns objectos brancos semi
transparentes e de forma irregular, que simularam os reflexos, dando
à pele do sapo aquele aspecto de superfície
húmida.
E foi assim que em cerca de 2 horas se produziu uma imagem de um sapo
em ambiente natural, ficando a consciência de que com mais
algum
trabalho seria extremamente realista.
- Conclusão
O GNU/Linux e o XARA revelaram-se à altura dos maiores
desafios
colocados à utilização como ambiente
de trabalho
de produção gráfica.
Podendo-se concluir que, afirmar que o GNU/Linux não possui
capacidades para permitir executar de forma rentável
produções gráficas é antes
de mais
revelador da ignorância da pessoa que essa
afirmação faz.
O GNU/Linux e o XARA revelaram-se superiores em muito a Sistemas
Operativos pagos sendo que é completamente gratuito.
Assim, em jeito de conclusão o GNU/Linux e o xara custaram 0
(zero) euros e produziram melhor e mais rapidamente que outras
aplicações que no mínimo iriam custar
cerca de
1500 euros noutro sistema operativo.
Por tudo isto muito obrigado a quem trabalha para tornar o GNU/Linux e
as suas aplicações tão boas como
estas.